Vai dar Samba

Sinopse

Abram passagem para o morro! Recontando um dos maiores clássicos da literatura brasileira, lhe convidamos a cair no samba para conhecer os romances e as façanhas desse vilarejo. Erguido por João Romão, o cortiço mostra, com muito humor, o dia-a-dia de seus moradores. São de todos os tipos e compartilham de uma mesma miséria, a luta diária do morro, a vida suada, o sangue derramado e a fé. A fotografia de um povo que, quando cai no samba, não tem tristeza que derrube!

De onde veio essa ideia?

Recriar o genuíno cortiço de Aluízio Azevedo, trazendo uma linguagem mais próxima do povo e uma leitura mais jovial foram grandes desafios da adaptação. Transformar a arte descritiva de Azevedo em teatro. Modernizar sem perder a identidade do cortiço e a riqueza literária brasileira para os leitores de ontem e hoje. Uma didática que conserva a essência, os personagens, os acontecimentos e que serve de apoio a estudantes que precisam conhecer a obra.

Despimos a vida de um povo que está às margens da sociedade. São pedreiros, lavadeiras, comerciantes, antes ignorados e apagados do contexto literário e social. Trazê-los para o palco como protagonistas foi uma ousadia na época que queremos repetir hoje, como forma de manifestação e construção dessa identidade brasileira.

Por isso, a partitura escolhida para o musical não poderia ser outra. É o samba contador de história, que é a voz genuína do morro, sob os tambores e tamborins, na ginga e nos festejos de uma raça essencialmente africana, que traz seus costumes, crenças e elementos para a composição do ritmo mais afro-brasileiro que existe. O público conhece as canções, se identifica e, quando percebe, já está fazendo parte desse grande cortiço.

A justificativa da adaptação deste clássico é clara: o tema da guerra civil é tão atual que se pode acompanhar diariamente na televisão. Contudo, o espetáculo é bem humorado e deixa a reflexão a gosto do público. O que se pode garantir são boas risadas com temas que estão nas nossas casas e comunidades, o reflexo do cotidiano brasileiro, escrito detalhadamente há anos, mas que se faz memória através arte e se mostra impecavelmente atual.